23/1/2008
Raimundinho: 'ampliar número de juízes e serventuários é mais importante que uma nova sede'
Em entrevista à Rádio Itatiaia nesta segunda-feira (21/01), o presidente da OAB/MG, Raimundo Cândido Júnior criticou a falta de juízes, promotores, defensores públicos e serventuários nas comarcas mineiras. Segundo ele, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) deve priorizar o aparelhamento do Judiciário, ao promover mais concursos para a magistratura e servidores de secretaria, o que possibilitará a presença de juízes em municípios mineiros e ampliação do quadro de pessoal. “Estão focando apenas na necessidade de se construir uma nova sede, mas esquecem que em algumas Comarcas, a prestação jurisdicional está um caos e faltam serventuários nas secretarias forenses”, salientou. Foi anunciada recentemente pelo TJMG a obra de construção de um novo prédio, que custará cerca de R$ 350 milhões.
Ainda durante a entrevista ao jornalista José Lino, Raimundinho lembrou que dos 853 municípios mineiros, apenas 294 possuem Comarcas, ou seja, mais de 600 não sabem o que é a presença de um juiz, defensor e promotor. ”Só para citar alguns exemplos, em Juiz de Fora a situação é caótica. Em Barão de Cocais, pasmem, são 14 mil processos para apenas um magistrado”, frisou.
O JORNAL DO ADVOGADO deste mês inicia a série que vai trazer um panorama da prestação jurisdicional em Minas na visão do advogado, por meio de declarações de presidentes de Subseções da OAB mineira. Entre os entrevistados está o presidente da 39ª Subseção da OAB/MG, sediada em Ouro Fino, Octávio Miranda Junqueira.
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